
Propaganda: Grupo Akatu
Propaganda: Grupo AkatuPode jurar amor para sempre,
afinal o amor é a única coisa eterna que acaba. Por mais eterno que seja!
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No nosso caso, como dois e dois são quatro
a gente sempre acabava num quarto,
de um motel barato.
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Pode dizer
que eu sou especial
que nunca conheceu ninguém como eu
bom de boca, beijo e cama!
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afinal faz parte do amor mentir,
só pra exagerar.
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Mas fica aqui um fato, escrevi o que escrevi, só pra dizer adeus!

. Arte é renovação… Pois isso é beleza, é manter a constância na mudança, nada contraditório, a concepção de belo muda com o passar dos anos, mas o belo sempre será a matéria da arte, por isso chamo de manter a constância na mudança! Grupos como blueman e Cirque du Soleil, conseguiram inventar uma nova arte! Uma forma de se produzir, sem se repetir. Outra grande artista visual, Sophie Calle uma conhecida artista francesa, está expondo em Salvador no MAM (Museu de Arte Moderna) sua nova exposição. O “Cuide de Você”. Depois de receber uma carta do seu ex-namorado terminando tudo, e com esse final: “Cuide de Você”, a artista resolveu enviar essa carta pra várias mulheres de todo mundo e pediu que elas gravassem um vídeo lendo e comentando a carta! Fez desses vídeos sua exposição, ao longo da exposição a artista mistura fotografia, pequenos trechos… Uma verdadeira miscelânea de sentimentos é o que se pode sentir ao experimentar a obra de Sophie. Nada daquela coisa chata, velha e monótona que se costuma ver em museus, sua obra é absolutamente democrática envolve o público na sua dor, vale a pena a visita, a exposição estará aberta até 22 de Novembro. E uma de minhas fotografias está no site da artista concorrendo a participar da pós-exposição com o título: “Amor? Que faço com isso?”
link da foto no site
Teu disfarce,
tua classe,
teu pé,
tua mão.
Coxa, braço, barriga, boca.
Toda tu. Pupila e papila.
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Teus cílios, teus seios, tua farsa, teu pé, tua classe!
O que há? Só há tu!
Buquê, bombons, anéis, tudo isso é clichê!
Tu queres o céu, o sol e as estrelas do sul!
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Tua face, teus suspiros, teu gozo, orgasmo e grito!
Minha inspiração e tua expiração!
Insisto nesse grito e canto infinito!
Por toda face da terra, só há tu!
Ponha teus ouvidos em meu coração e tu só vai escutar: Tu, tu e tu!
. Meus dias de tédio, eu mando para o inferno! Sumi! Estou feliz e realizado, NADA, traz-me mais felicidade quer respirar novos ares a cada segundo ler alguns livros de esquerda, comunista eu? Imagina! OK, eu fui por quatro anos, inclusive fiz parte da UJS (União da Juventude Socialista) e eu era radical, achava que todo mundo deveria pegar em armas juntar as favelas de toda América Latina e partir rumo as embaixadas e derrubar a burguesia. Continuo achando que a burguesia fede, mas não acho que matá-la seja a solução, nem acho mais que comunismo vá mudar o mundo, estou vivendo meu período paz e amor, só ele, o amor, pode mudar o mundo!
. Depois desse período meio esquerda, novamente de viagem, em um lugar paradísico, pude voltar a civilização e curtir com alguns de meus eternos amigos, samba, rock e muita música regional nos regou, como a chuva rega a flor. Durante uma de nossas conversas um amigo me mostrou um video, que me causou repulsa e asco, em uma dessas festas de “playboizinhos” um deles rasgando dinheiro, como quem rir e esnoba aqueles homens sem terras que convivi por cinco dias. Sinto tanta frustração por não poder mudar o mundo, e esses filhos de papai, os que poderiam fazer algo, justamente por terem poder, simplesmente esnobam. Quer saber?! Definitivamente, como disse Cazuza, a burguesia FEDE!
.Trecho do filme baseado na obra “O Pequeno Príncipe”
. Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu. Chico Buarque carrega na letra da música meu sentimento. Cansei do meu trabalho inútil, chato, desinteressante… E de pouca remuneração! Sentia-me morto para mundo, morto para vida! Contra corrente! Juntei um grana, disse tudo que queria dizer ao meu patrão, e resolvi tomar o mundo, e tomá-lo como meu! Rodar… Rodar… E Rodar… Comprei uma máquina fotográfica e resolvi visitar o mundo, ilusão passageira foi pensar que eu poderia ir a Paris, OK! Eu sei, não dá, mas, minha primeira parada será Aracaju, passarei uma semana em um assentamento de Sem-Terras, fotografando e vivendo como eles, um projeto da Universidade Federal de Sergipe! Agora sim, poderei me sentir vivo… Minha primeira experiência fora do Estado foi há 2 anos, em Brasília… Foi horrível comer o feijão sem tempero brasiliense, mas foi edificante cada um dos quatro dias que fiquei lá… Vendo com os próprios olhos a obra de arte de Niemeyer, as diferenças sociais da cidade de Brasília e suas cidades satélites, isso pra mim é viver! Mas meu sonho mesmo é Paris… Ah! Paris… Cidade Luz!
Meu amor, não quero meio amor.
Quero inteiro. De ponta a ponta!
Me entrego todo, e quero tudo!
Meio beijo,
Meio sexo,
Meio ar,
Meio poema, não dá!
Quero começo, meio e fim!
De meio, só a lua e o dia!
A culpa é minha, ou é ingratidão? Não!
Quem quase ama, não ama!

. Após nove, ou dez conhaques, dei-me conta que estava só, a saudade preenchia metade do copo. Em uma cidade que não era minha, uma casa que não era minha, com um céu que não era meu.
. E quando se está só, nada mais digno de mim, que sair pelas ruas pra fotografar, isso me trás paz. Eu estava sem dormir, não convinha dormir. Crianças rindo, casal de velhos abraçados no banco da praça, um beijo em pleno mar, ah! Nessas horas eu viro um tolo, um bobo, pareço um neném com seu brinquedo. Tentei fotografar o que havia de mais lindo na vida.
. Mas nada serviu mais pra aumentar minha besta e boba emotividade, que uma lata! Ah! Era só uma lata, mas, não! Não era! Era uma lata de Coca-Cola Zero Açúcar! Essa coisa simplória me remetia lembranças, de imediato a fotografei, lembrei de um específico luau, com amigos, à beira do rio! Onde não havia vinho como de costume, nem cerveja, nem nada de álcool… Somente Coca-Cola Zero Açúcar. Mas o que importava pra gente, não era a bebida, não era o violão, não era aquele rio, ou a ponte. O mais importante era termos uns aos outros naquela hora! O resto era coadjuvante. Saudade.
Se quiser plantar saudade, escalde bem a semente. Plante num lugar bem seco onde o sol seja bem quente! Porque se plantar no molhado, quando crescer mata a gente!
(cordelista Antônio Pereira)
. Tereza era uma atriz. Em uma de suas peças, apenas um espectador. Apesar da insistência do diretor para cancelar o espetáculo. Mesmo assim decide se apresentar.
. Ela entra, e a primeira fala era um poema de Pessoa, mas ao olhar quem era o único espectador, ela tem alguns segundos de esquecimento da fala, e lhe volta em flashback o passado.
. A chegada da carta, e a frase que durante meses lhe repetiu a mente. “Estou farto de ti…” “Estou farto de ti…” “Estou farto de ti…” Essa foi a única frase que ela lembrava de um amontoado de letras sobre um papel, mas isso bastava, e era justamente ele, o único espectador, fora ele que lhe dissera isso.
. Logo ela voltou ao palco, e começou a ditar cada palavra, como se cada uma fosse uma apunhalada naquele expectador que um dia lhe dissera, “Estou farto de ti…” . Aquilo não era uma simples interpretação, aquilo era verdade! E tanta verdade feria a alma de quem escutava, aquele que, em tom de zombaria, um dia rira de sua carta de amor . E assim Tereza passou a declamar sobre o palco:
Todas as cartas de amor, são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor, se não fossem
Ridículas.Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.Quem me dera o tempo em qu’eu escrevia sem dar por isso,
Cartas de amor, ridículas.
afinal
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
. Fim do espetáculo, fecham-se as cortinas. Na manhã seguinte, uma carta. Ela reconhece a caligrafia, era a mesma, a mesma que um dia lhe disse: “Estou farto de ti…” E assim, com a carta em mãos, Tereza meditava, Será de alegria?! Ou será de tristeza?! Na dúvida, Tereza rasgou e queimou.